terça-feira, 14 de abril de 2009

Série portuguesa "T2 para 3" vendida a dez países em menos de um ano

A série portuguesa "T2 para 3" conseguiu em menos de um ano contratos de distribuição em dez países, alcançando um sucesso internacional único no panorama português, segundo a criadora de conteúdos beActive, responsável pelo programa.

"T2 para 3" é uma série portuguesa produzida pela beActive em 2008, que retrata a vida de três estudantes universitários que dividem um apartamento, depois de deixarem a casa dos pais para vir para Lisboa estudar.

Exibida em três plataformas - televisão (RTP), Internet e telemóvel - a série ganhou no ano passado uma menção honrosa nos prémios "C21Media" e está nomeada este ano para os prémios "Rose D'Or", para os melhores programas de televisão a nível europeu, na categoria multiplataforma, disse Nuno Bernardo, director-geral da beActive.

O formato do programa foi vendido no ano passado ao Reino Unido, à Irlanda, ao Brasil e à Grécia, para ser produzido nesses países. Este ano, na última feira internacional de televisão (MIPTV), que decorreu até 3 de Abril em Cannes, foram assinados contratos que levarão a série até França, Espanha, Nova Zelândia, Sudeste Asiático e Estados Unidos.

Os contratos com estes países prevêem a venda do formato do programa, que posteriormente será produzido nos países de destino com actores locais. A excepção foi Itália, o único país que também comprou o programa, mas na sua versão acabada. A primeira temporada foi transmitida na versão portuguesa, legendada em italiano.

A beActive destaca que a presença da série em dez territórios internacionais no espaço de menos de 12 meses, ultrapassa o sucesso do "Diário de Sofia", o programa de televisão "made in Portugal" mais comercializado até à data.

"Os resultados internacionais do "T2 para 3" são uma surpresa, se pensarmos que estamos a conseguir em apenas um ano o que nos demorou cinco anos a conseguir com o Diário de Sofia", afirmou Nuno Bernardo. A produção do "T2 para 3" contou com o apoio financeiro do Fundo de Investimento no Cinema e Audiovisual (FICA).

Sem comentários: